Bolo de mãe

Eu tenho desenvolvido um trabalho documental e lifestyle com famílias. Presencio com eles cenas cotidianas e registro todos os detalhes que me sensibilizam pensando exclusivamente nas memórias afetivas que as fotografias trarão no futuro. Sempre digo que as fotos são a melhor herança que podemos deixar por onde passamos.


Pensando em todo esse meu discurso, pensei: "e quais são as memórias afetivas que eu estou criando para a minha própria vida?". E me espantei quando percebi que têm sido poucas.


Hoje é o meu último dia da temporada de 2019 aqui no Brasil. Amanhã a essa hora já estarei no avião. E como pedido, embalado por uma chantagem emocional, pedi para a minha mãe um bolo, qualquer bolo, o que ela escolhesse. Minha mãe nunca foi de mimos, mas de vez em quando se rende aos pedidos que fazemos, principalmente se ela estiver bem disposta e se envolver cozinhar, coisa que ela ama. Então, ao pedir 'o bolo que ela escolhesse' foi praticamente convidar uma criança para brincar num parquinho. Nem pestanejou.



Vi ali uma cena que quis eternizar. Minha mãe, na cozinha da casa que eu cresci, com tantas memórias, inclusive do meu pai, fazendo o que ela ama: cozinhar.


Fiz ali o que eu faço com os meus clientes. Presenteei o meu futuro e guardei as minhas memórias da forma que eu mais amo fazer: quieta e só observando.


O bolo não deu muito certo, mas já inventamos que será feito um pavê de sorvete e bolo com o que conseguimos salvar.


O que eu guardo desse momento único são memórias deliciosas de cumplicidade, paz e criatividade para inovarmos com situações que deram errado, algo que temos o dom de fazer :)


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